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3 de ago de 2011

TANTA VIDA



Um mergulho no universo de três gerações de mulheres que se arriscam à dor e à solidão, que suportam com integridade os abandonos e os erros e que nunca se dão por vencidas. Em linguagem bela e poética, Alejandro Palomas, uma das revelações da nova literatura espanhola, explora, em TANTA VIDA, o sensível universo feminino. E constrói uma história moderna, que combina os aspectos cômicos e caricaturais das mulheres de Almodovar com a dureza e tragédia das de Saura.


Das mulheres deste romance, a mais aventureira é Helena, neta de Mencía, filha de Lia, irmã de Beatriz e Inês e sobrinha de Flavia. Há dois anos, Helena naufraga em mar aberto, deixando a todas órfãs de si mesmas. Agora é a vez de Tristán, filho de Inês, sucumbir à leucemia. Cabe à Mencía, numa aparente crueldade que disfarça suas intenções, arrancar cada uma delas de seus estados de sofrimento, forçando-as a encarar a realidade.

E Mencía tem a força para isso. Quando ela, acompanhada das filhas e netas, veste seu visom puído e põe o pé no barco a caminho da ilha do Vento, chove cinza e o mar queima. É a lenda local. Aos 93 anos, com a língua afiada por trás da dentadura, ambas igualmente soltas dentro da boca, conduz as demais mulheres que restam da família, todas solitárias, a golpes de verdades.

TANTA VIDA é a aventura dessas sete inesquecíveis mulheres, das que foram e das que virão, das que seguem em frente contando o incontável. Mulheres que sofrem, amam, choram, riem e, sobretudo, apegam-se com coragem e determinação à vida para tentar obter o melhor dela. O livro deve ser adaptado para o cinema por Ángeles González Sinde, com roteiro em colaboração com o autor.

Alejandro Palomas


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